Sou areia à beira-mar
Que constrói suas dunas
Sou templo esquecido de orar
Que exibe suas colunas
Sou pedra da calçada
Sinto-me a desgastar
Sou ave descuidada
Cego à noite para amar
Sou deserto sem céu
Nem um oásis me resta
Sou culpada sem ser réu
Mas nada em mim presta
Sou fera cruel e impiedosa
Alma vazia, caí em esquecimento
Sou arca fechada e misteriosa
Livro aberto sem sentimento
Sou sombra na escuridão
Escondo o meu rosto no escuro
Sou folha de papel em vão
pois faltam-me palavras que procuro...
terça-feira, agosto 21, 2007
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