Quando tu apareceste eu estava a sair
dos perdidos e achados da vida
Mas sentia-me bem com a cabeça arrumada
Não sentia falta de nada
Avisei-te à partida que haver algo entre nós
Era sempre perigoso
O meu passado recente tinha sido doloroso
Portanto não me acuses da dor
que dizes sentir agora
Deixa-me só no meu canto
A vida segue lá fora...
Avisei-te à partida que um caso entre nós
Era melhor ter cuidado
Queria viver o presente, queria esquecer o passado...
Lúcia Moniz, A vida segue Lá fora
sexta-feira, agosto 24, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
Folha de Papel
Sou areia à beira-mar
Que constrói suas dunas
Sou templo esquecido de orar
Que exibe suas colunas
Sou pedra da calçada
Sinto-me a desgastar
Sou ave descuidada
Cego à noite para amar
Sou deserto sem céu
Nem um oásis me resta
Sou culpada sem ser réu
Mas nada em mim presta
Sou fera cruel e impiedosa
Alma vazia, caí em esquecimento
Sou arca fechada e misteriosa
Livro aberto sem sentimento
Sou sombra na escuridão
Escondo o meu rosto no escuro
Sou folha de papel em vão
pois faltam-me palavras que procuro...
Que constrói suas dunas
Sou templo esquecido de orar
Que exibe suas colunas
Sou pedra da calçada
Sinto-me a desgastar
Sou ave descuidada
Cego à noite para amar
Sou deserto sem céu
Nem um oásis me resta
Sou culpada sem ser réu
Mas nada em mim presta
Sou fera cruel e impiedosa
Alma vazia, caí em esquecimento
Sou arca fechada e misteriosa
Livro aberto sem sentimento
Sou sombra na escuridão
Escondo o meu rosto no escuro
Sou folha de papel em vão
pois faltam-me palavras que procuro...
quinta-feira, agosto 09, 2007
Enxugo a preocupação
Estás sempre de chegada
Cheia de tantas saudades
E sempre de abalada
Vais sem dificuldades...
O teu corpo é de mil ventos
Que sopram sempre forte
Abalam meus sentimentos
Mas lançam-te na tua sorte
Custa-me tanto ver-te partir
Dilacera-me o fraco coração
Mas oiço-te ao telefone a sorrir
E enxugo a preocupação...
.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*-.*
A ti mãma...
Porque sei o que sentes sempre
que me despeço a correr e sempre
que chego para ficar por pouco tempo
Desculpa...
quarta-feira, agosto 08, 2007
Aos meus pais

Chego de malas pesadas
E coração quase vazio
As tuas lágrimas já lavadas
E enxutas pelo frio...
Mas o tempo é sempre estreito
Para arrumar a nossa falta
Daquele abraço junto ao peito
Trocamos carinhos, mimos,
Rimos, brincamos, falamos,
Saímos, passeamos, sorrimos...
Chateamo-nos, discutimos, acabamos...
Agora vou-me embora
Mãe, Pai, já está na hora
Vou e volto um dia
De cabeça mais fria...
terça-feira, dezembro 05, 2006
Queres cortar o silêncio em pedaços?
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Quero cortar o silêncio em pedaços
e fazer uma canção
ou uma música com traços
de sons dissimulados...
Quero escutar o teu olhar
sem que me digas nada
Ouve-me sem pensar
Responde-me sem falar
O teu corpo agora ausente
é um tipo estranho de silêncio
que me agoniza a mente
e que me faz querer-te...
Queres cortar o silêncio em pedaços?
segunda-feira, dezembro 04, 2006
O começo... em directo
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"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"
E assim começa um novo blog...
Hoje é um dia diferente, um dia triste, e é nos dias tristes que a inspiração vem...
Pode ser estranho, mas é assim comigo. Os dias tristes têm algo mágico, apelam ao sentimento, ou será ao sentimentalismo...? Acho que a ambos. Hoje é um bom dia para criar um blog...
Um blog de memórias, de histórias, de poesia, que eu tanto adoro...
Já está o primeiro passo, a primeira transmissão em directo... ainda que por linhas tortas...
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